A Mídia, A Petrobrás E A Interdição Do Brasil

Fonte: TopGyn

Desde antes do início do terceiro turno, redundando naquela capa infame da famigerada Veja, quando a oposição ao Brasil (imprensa e UDN) decretou iniciado o período de caça aos infiéis ‘bolivarianos’ e à Petrobrás, esta empresa, premiada recentemente, sem recorrer a qualquer tipo de delação, muito pelo contrário, por ter se tornado a excelência que o é, esteve no noticiário diuturnamente, bem como os seus detratores, os deslegitimadores da política, e se você assistir só aos calunistas do consórcio PIG|UDN, pensará que a corrupção ali havida (de fato) só se deu por causa dos ‘bolivarianos’, mesmo que, aqui e acolá, escape do controle da delação premiadíssima que os desmandos ali vêm desde, pelo menos, 1997. Mas isso não interessa aos eternos inimigos do país. Mostrar prêmios auferidos à grande companhia petrolífera, como o “OTC Distinguished AchievementAward for Companies, Organizations, and Institutions”; mostrar que começou no desastre ferroviário do Governo (Sic!) FHC, a série de desmandos, inclusive com a flexibilização do regime de contratação, abolindo a “ineficiente” modalidade de licitação; mostrar a petrolífera tendo tido ganhos de produção constantes, apesar da corrupção interna, a qual precisa, independentemente de qualquer orientação ideológica, ser debelada? Mostrar a rebelião ocorrida no Paraná, por ser o sr. Richa um dos blindados, bem como porque não interessa mostrar trabalhadores defendendo suas bandeiras; fora de cogitação. Isto está totalmente fora dos planos da mídia brasileira. Em compensação, a la Riccupero, o que é bom, a gente publica, o que não é, esquece, o caso HSBC encontra na mídia brasileira silêncio sepulcral. Primeiro, porque muitos ‘não bolivarianos’ estão, certamente, no rol deste escândalo de âmbito mundial, mas que, no Brasil, sequer é cogitado. Quem quiser ler sobre o Caso HSBC, que leia a mídia estrangeira. Ou pigue-se…
Este debate sobre a questão do HSBC, restou claro, não interessa ao sistema putrefato do PIG. Interessa-lhe, bem como aos seus comandados, interditar o país, criar um ambiente onde o Governo Dilma, catatônico, como se encontra, caquético, não tenha condições de governar; deixar o país não ter projeto (a oposição jamais o teve, não é tão difícil assim), sem identidade, sem rumo. Lembre-se de que o PIG é o mesmo sistema midiático que lutou contra o décimo terceiro salário.
Dilma, ora, e Lula, nos seus dois Governos, pagam a conta de subestimar o PIG. Pagam a conta de não entender o sistema corrupto de justiça (caixa baixa intencional) do Brasil. Uma justiça da e para a Casa Grande. Por não terem feito as reformas requisitórias (Judiciário, Comunicação (Lei dos Meios), principalmente) encontram-se, não menos que o país, reféns dos solapadores da Nação. O PIB brasileiro refletirá, fatalmente, este interdito à Petrobrás e ao país, além da crise de água em São Paulo, outro assunto sub-discutido, pois quem causou, irresponsavelmente, a maior crise de gestão de água da história do Brasil não é bolivariano. É um dos nossos, diria o consórcio PIG|UDN.
O problema do Judiciário, malgrado tão urgente quanto a Lei de Meios, é que não adianta vir com desculpas. A estrutura corrompida, putrefata do Judiciário brasileiro remonta ao golpe militar, quando este Poder coonestou os golpes e arrepios jurídicos contra a Nação. Haverá outros coisa-ruim a serviço do PIG. Joaquim Barbosa e Moro, o deslegitimador, ou qualquer outro energúmeno que aparecer, como Quixote, são apenas atores. O controle remoto, como se imaginava, não conteve o PIG. Nenhuma surpresa. As nomeações dos anti-trabalhadores ou pró-mercados não aplacaram o próprio, o deus atual da humanidade. De novo, sem surpresa.
Quando a esquerda brasileira entenderá que não se compõe com o PIG. Que falcões não se bastam de extorquir o país. Parece que nunca. Nunca!
Por fim, eu, você, cidadãos e cidadãs comuns. A nós cabe defender a Petrobrás, mesmo sem Lista do HSBC. Sem nós, as oligo famílias do petróleo a arrastarão. Questão de tempo.

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