Adeus Às Ilusões Ou Ao Estado Social

Adeus às Ilusões (Foto)Vivemos época conturbada, aqui, algures. Ninguém está a salvo do maior desmonte civilizatório do qual se teria ciência, acontecendo ora, sob nossos olhos, cientes ou não. Sim, por que, na aparente distante Idade Média, onde o homem teria uma expectativa de vida de vinte e oito anos, situação que, claro, precede os Estados Nacional e Social, onde um simples ferimento em uma ordenha ou na doma de um cavalo, por exemplos, seria fatal, não havia meios de combater doenças simples, até a descoberta da Penicilina e a criação de Sistemas de Saúde Pública é um longo e tortuoso percurso.

Os Estados, em suas clássicas modalidades, são uma conquista civilizatória fundamental. Com eles se deu o arcabouço de proteção à pessoa humana, o verdadeiro antropocentrismo, quando passamos de meros produtos divinos a seres dotados de direitos basilares. Estado Secular, desvencilhado de todo e qualquer fundamentalismo.

Agora, tudo parece ruir. Estes são obnubilados pelo neoliberalismo e sua tática antinacional para alimentar as corporações, a Globalização. O Sistema Financeiro não encontra limite territorial, linguístico, ético; tudo se transforma em corporativismo e empobrecimento da humanidade, com a concentração de renda galgando índices sem paradeiro. Ricos muito ricos e legiões de famélicos sendo massacrada pelos pouco hospitaleiros “Estados”. Gente morrendo aos borbotões, tentando fugir desesperadamente de suas condições sociais gritantes em seus países de origem.

A Criação - MichelangeloA democracia, outrora, mesmo formalmente, servia de aglutinador social. De cola para os conflitos. Agora, os Estados desnacionalizados utilizam a repressão para refrear qualquer tentativa de denunciar o próprio anti-Estado. A mídia, cooptada pelos rentistas, torna-se arauto do novo deos, o Merchatus. Os Poderes Judiciários nacionais transformados em meros coonestadores da barbárie humana. Ordenamentos Jurídicos, Organizações de Direitos Humanos em ruínas.

Ora, hoje se tem uma expectativa de vida bem maior, mas tenta-se apenar a humanidade por isso, reduzindo o direito ao usufruto das aposentadorias; é universal a ideia de tratar o homem como mula (não que elas não mereçam ser tratadas com dignidade). E o próprio trabalho está ameaçado. Não só pela tecnologia digital, que é parte preocupante (a Inteligência Artificial pode reduzir as oportunidades de trabalho, sem alerta ludista; e pode nos erradicar, também), mas pela própria escassez advinda do desmonte estatal.

O tragicômico de tudo é que correntes obscuras tentam dizimar a humanidade, para haver recursos para os restantes, segundo seus pressupostos; não se pode alegar malthusianismo. Ele apenas preconizava, não defendia “soluções drásticas, finais”. Antes de recorrer a essas teorias fascistoides, mister que se diga: “Ilumina A Ti“.
Combater a superpopulação dizimando-a, além de cruel, contraproducente e diabólico, é profundamente incongruente, pois as superpopulações são resultado do sobrepujar da ciência sobre as doenças (e sobre a própria obscuridade…). É como pagarmos (bem caro) pela ousadia do conhecimento. Nós Zeus de nós mesmos. Insanamente incongruente.

Haverá saída? Inteligência Artificial, Neoliberalismo, desmonte civilizatório; quem somos nós, qual o nosso propósito? Somos apenas ratos de laboratório? O que pensa você sobre isso?

 

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O Papelzinho E A Fragilidade Das Obsoletas Urnas De 1ª Geração, No Brasil.

Urna-Se A nós...

Dentre todos os países que adotam algum tipo de votação eletrônica, o Brasil ainda é quem utiliza o sistema mais vulnerável a fraudes, aliado a uma resistência totalmente sem explicação plausível por parte da Autoridade Arbitral e Organizadora dos pleitos, no Brasil, o TSE.
Antes de qualquer estudo mais profundo, mister se faz que expliquemos algo: o chamado voto impresso não fica em poder do eleitor (se assim o fora, seria a coisa mais fácil do mundo o senhor do engenho saber em quem o “peão” votou e dar-lhe uns pedaços de rapadura ou relhadas, conforme o “voto impresso”). Não. O voto impresso assim se denomina por que o equipamento eletrônico que recebe o voto emite, numa urna em separado, uma comprovação deste. Tal comprovação, além de não ficar em poder do leitor, nem de ninguém mais, só será utilizado para fins de auditabilidade e de verificação de integridade eleitor X voto, ou seja, para evitar as “urnas coelho”, além de outros truques conhecidos do tempo da urna física.

Para ter acesso ao voto da contraprova, o “Paper Track“, a autoridade demandante deve possuir legitimidade para pedir e só a Autoridade certificadora, no caso, os T<R|S>Es podem conceder a demanda, sempre com fundamentação.
Pois bem. O Brasil utiliza urnas eletrônicas de primeira Geração (Aqui, explicação sobre as diferenças entre as Gerações de urnas e auditabilidade). O TSE, além de não atender a decisão congressual, que decidiu pela adoção do Paper Track, numa clara afronta a este Poder, ainda não explicou também por que utiliza um software chamado “Inserator” nas urnas brasileiras. À parte de parecer nome das Organizações Tabajara (antes fosse!), o Inserator é acionado quando, e por quem? Como este software interfere na totalização?

Como explicar à sociedade um Poder afrontar o outro, mesmo em um regime de exceção, como se sabe, impedindo a vontade do legislador?
Em 2014, criamos uma Petição exigindo do TSE a Adoção do Paper Track. Com mais de 70.000 assinaturas, foi declarada vitoriosa, coincidindo, inclusive, com o advento da aprovação, pelo Congresso Nacional, da adoção do “pepelzinho“.

A quem interessa esse sistema de 1ª Geração? Qual a razão da resistência, passando por cima do Congresso Nacional, do TSE na adoção do papelzinho? São perguntas que não calam.

E você, entendeu o que é o papelzinho; que ele não fica com o eleitor? Sua função e por que outros países não aceitam mais as urnas de 1ª Geração?
Se assim o fez, cumprimos parte do nosso trabalho, que é desmistificar o famoso Paper Track. Agora, cada um de nós pode e deve pressionar a Autoridade eleitoral pela sua adoção.

Contos De Um Natal Disruptivo, Cânticos Interrompidos!

Quando será o natal?

Lá nos mais recônditos escaninhos da minha feliz, questionadora e distante infância, eu estava separado de meus irmãos, de mama, do meu nicho; ela no hospital, situação exasperadora. Doença que hoje parece trivial, à época, correspondia à SIDA, em morbidade e em preconceito. Ninguém se lhe aproximava. Mera estatística, minha mãe; no seio da família, lá na fazenda do meu avô, por quaisquer motivos, assunto prevento. Estávamos todos juntos, os netos. Fieira de gente, verdadeiro arco-íris de fenótipos, risos, birras. Uma algazarra que só crianças entendem e apreciam, normalmente.

Maria Socorro, segunda esposa de meu avô, cujo tratamento aos netos, enteados e agregados não permitia a um olhar detectar qualquer diferença de tratamento perante qualquer criança, não nos deixava faltar nada. Era o zelo de uma guardiã. Era nossa mãe postiça e que não deixava que a vida nos fosse “madrasta“.

Era quem nos preparava amiúdes trouxinhas de víveres para nós, os cinco da casa de mama Ivone. Tais trouxinhas de itens básicos eram nossa subsistência, pois mama não tinha condição de trabalhar, ainda, sobrevivente das estatísticas nosocômicas, e era terminantemente proibido fornecer qualquer amparo à minha família núcleo. Misto de moralismo, crueldade e outros sentimentos menores e que, se se sobre eles discorrera, tiraria o sentido da crônica ora.

Mesmo com a convalescença, contra todos os prognósticos, de mama, e sua vinda para uma casa, vivendo espartanamente, junto meus irmãos, fôramos mais mais uma vez separados. Meu avô não permitia que eu vivesse naquele ambiente sofrido, para ele, lúgubre; eu era uma espécie de “eleito”. Meu destino, mais uma vez, a Casa Grande. Meu lugar era junto a toda a pujança. Fartura. Assim se fez. Crianças obedecem ou obedecem…

A noite de natal, na fazenda, era especial por demais. Com uma particularidade: a opulência de alimentos, a verdadeira cornucópia dava lugar a “luxos“. Esqueçam-se os queijos, as aves, o feijão verdinho. Nosso quitute era pão, comum, tipo bisnaga, avis rara por lá, e, pasme-se, refrescos artificiais e refrigerantes. Para a molecada, um banquete.
Quando a grande noite chegou, estávamos reunidos, fez-se a oração ofertória e passamos a deglutir as novidades. Uma algazarra.
Maria Socorro, com voz de fada, entoava e liderava os cânticos. Uma velha vitrola a pilhas dava o mote. Não poderia, claro, faltar o “Noite Feliz”. Ela tirava de peito; voz linda, maviosa. A mãe postiça também se transmutava em colibri. Era versátil. Ah, isso lá o era!

Aquilo tudo me espicaçava. Eu sequer tinha alçado as operações formais, mas, mercê de minha precocidade, com relação a alguns aspectos da vida, já sofria de questionamentos que me perseguem desde então. Ensimesmado, perguntava por que minha mãe e meus irmãos estavam ausentes, o porquê de não usufruírem das benesses. O quê haveriam eles feito, a ponto de serem excluídos? Aquilo me massacrava…

O tempo, frio e lógico, desmontou a voz de Maria Socorro, emudeceu-a. Peremptoriamente. Não se ouvem mais os cânticos, nunca mais pude ouvir sua doce voz a me chamar de “meu filho”, como o fazia, sempre.
E os natais se tornaram opacos e anódinos, para mim. Passar a ver a exclusão de outros entes humanos foi decorrência, fria e inexpugnável. Hoje, que Nicolaus não mais desce a chaminé (e como ele é seletivo!), o período representa o respeito que procuro nutrir pela crença do outro. Nada mais.
É a distopia do bom velhinho. Não. Refiro-me ao natal. Por essa e tantas outras perguntas recorrentes, o “Natal Sem Fome” me traz tanta tristeza. Por entender, também, que os outros dias do ano poderiam ser natal, ops., sem fome.
Choro por aqueles que nunca terão um natal. E mais pelos que nunca ouvirão cânticos nem arpejos natalinos. Mas emboto a visão muito mais pelos que sentirão falta de víveres. Estes, como diz antiga música, talvez nem liguem tanto assim para um natal. Talvez se lhes bastasse um pedaço de pão e um olhar fraterno.
Natais interrompidos, vidas idem. Hoje, me refrigero na lembrança dela, minha segunda mãe e sua voz acalentadora. E estou certo, a la Saramago, que ela viverá enquanto o último de nós a relembrar; natais grises. Natais e reminiscências.

Teixeirinha, Regina E O Dia do “Gorcô, Gorcô”!

Quando na Residência Universitária, tínhamos um amigo, Teixeirinha, que servia de muletas para as frustrações dos gozadores compulsivos. Sim, não poderiam faltar os “defeitos” de Tetê. Como os bolinadores da vida os apreciam, pois são o ponto fraco da vítima: sendo Teixeirinha gago, a “diversão” estava garantida!
Uma noite comum, estávamos a bebericar, conversando ‘potaria‘, e, claro, sobre mulheres e política. Presente à mesa, Valentim, costumeiro algoz de Teixeirinha.
Ele nos avisa:
— “Lá vem o Tetê; vejamos qual a boa de hoje.“.
Chega o supracitado, visivelmente bêbado, o que não ajuda para quem gagueja…
— “P-Pessoal; Eu dei o maior amasso na Regina. Pense num amasso. Dei uns dez beijos nela. Oh m-mulher ´ostosa.“.
E aí o Valentim começa a pedir detalhes: onde foi, como foi. Se o Tetê ‘se garantiu’, etc. E Teixeirinha claudicante, titubeando, contando as vantagens sobre Regina…
Nisso, vem chegando o “Carioca”, alcunha dum dos moradores, por razão óbvia.
Este pergunta, falando alto, como se lhe havia, na frente de todos, incluso Tetê:
— “Porha, alguém de vocês viu a Regina?“.
Respondêramos que não, exceto Tetê. Mudo, este.
Carioca continuou:
— “Porha, aquela vadia chupou meu &au, ali detrás da banca de revista. Quando eu terminei, ela perguntou, com a boca empanturrada: ‘Gorcô, gorcô?’. Preciso falar com ela…“.
O bar inteiro rindo da cena descrita, menos, não se sabe o porquê, Teixeirinha. Este fora para casa, apressadíssimo…
Nós ficáramos na beberagem e rindo. Muito. Eu, no chão, sem fôlego.

Os nomes são fictícios, como sempre o fazemos. A cena, não. Realíssima. Ainda hoje, só em contá-la, rio, e muito.

Lula, Ícone De Um Povo, Viverá!

Calunista‘ Global Incita, defende, abertamente, o desaparecimento de Lula (Alô, JustiSSa! Alguém ainda aí?)
Não carece repetir o nome do escriba, nem ao poço do ódio, nem mesmo suas lassas razões, tudo isso sobejamente disponível in loco, bem como nas Redes Antissociais. Faça-se rápida, mesmo que não vápida análise sobre o ódio e seus arautos, e só.

Pelo bem do país, Lula deve Morrer, disse o embevecido, encolerizado calunista. Estivéramos em uma democracia, quem destila tanto ódio, tanta apologia à morte estaria em sérios apuros legais, presume-se.
A propósito, o que é o Bem ao qual se refere o salivante? Sobre qual país este apanágio recairia? Ao mesmo onde todo aparato ideológico deixa incólumes mercadores deste, inclusive de sentenças? Pouco provável…
Resta inútil lembrar ao salivante calunista que, malgrado se possa matar o homem alvo de tanto ódio, impossível matar o ícone. Lula é tão indestrutível, enquanto alter de uma era, de um povo, de uma identidade, coisas sabidamente ausentes na classe dominante, que seu desaparecimento físico poderia produzir resultados inesperados, exceto cessar o mito; empoderá-lo, ainda mais, certamente. É por isso que ainda não se ordenou, ainda, da Matriz, a Solução Final para o “Jara“.
Neste ponto, os que controlam os títeres daqui têm muito mais sensatez, por assim dizer.

Pelo bem de qualquer lugar, aqui, algures, Lula deve viver; todos devemos; ser escrutinado pelo seu povo, pois, de todos os males e sortilégios, que perdure a esperança, tão sabiamente velada por Pandora, em prol dos homens.
É o triunfo da razão sobre o ódio. Lutar pela liberdade (e pela integridade física, mais do que nunca, de Lula ou de qualquer pessoa que se encontre ameaçada pelas suas convicções políticas. Lula vive. Viverá, sempre… Ele representa Madiba e Dreyfus, e isso não pode ser evitado. Saibam disso os salivantes. Lula do Brasil.

Em defesa do Estado de Direito: acima do revanchismo

 

Artigo publicado originalmente no Vi O mundo, a quem agradecemos
pela acolhida e pelas sugestões de diagramação.

Não sou petista. Já fora ‘acusado’ de sê-lo, durante toda minha vida como estudante e ou cidadão. Tal “acusação” tem, no seu cerne, uma certa dose de reafirmação do PT como Partido com princípios, mesmo quando, sabe-se, a intenção é desqualificar (estudei Licenciatura em Pedagogia e a Ciência de Jhering).

Não tenho qualquer filiação. Nunca me senti forçosamente atado a determinado grupo, quer na vida discente, quer na militância, onde vez por outra era tratado como “votando contra os princípios do nosso grupo”. Isso me trouxe alguns dissabores, não o bastante para me fazer deixar de lutar pelo que acredito.

Muito comum no Brasil, qualquer pessoa que apresente um grau de conhecimento político e defenda uma agenda progressista mínima, altiva, ser tachado de “petista”, “comunista” e de agitador. A alcunha, a tarja de “anarquista” está, parece, em franco desuso.

No caso de “ser petista”, há, embricado, na acusação, um certo elogio ao Partido.

Com efeito, nestas passadas três décadas de organização partidária brasileira, com suas especificidades, tem sido o Partido político a preservar uma unicidade em torno da legalidade e da observância do Ordenamento Jurídico.

Não sem rusgas, pois, como qualquer corrente (ou agrupamento destas) pensamento, há sempre interpretações distintas, mas que, dentro do que se concebe como salutar, têm sido discutidas dentro do Partido.

Agora, no olho do furacão das discussões intestinas e corriqueiras, está a questão da postura do PT à cassação do mandato do Senador Aécio Neves.

Os mais figadais dizem que o PT esquece o que fez Aécio. Existem manifestações que beiram o discurso odioso da mídia hegemônica.

A meu não humilde ver, não se trata, jamais se tratou, de defender Aécio, pois, para este, não há defesa.

Homem vil, baixo, invejoso, colérico, vingativo, pode ser apontado seguramente como um dos que fizeram o Brasil mergulhar nesta situação dificílima, com certeza.

Mas não, não é defender o indefensável. É se defender o rito, a Lei, a interdependência dos Poderes, sem qualquer hipertrofismo de um destes.

Não é demais lembrar que o conluio Judiciário | Executivo, durante a ditadura de 64, produziu uma das cunhas políticas mais impenetráveis da história recente do país. O executivo ‘executava’, literalmente, através dos seus verdugos, e o Judiciário coonestava. Tudo ‘em casa’.

Entenda-se que isso é o que tornou o PT o partido mais coerente com o seu Programa. É o único que sempre esteve do lado da legalidade e não arredou pé, jamais, de lutar por estes mesmos princípios.

Os que criticam a postura do PT, em defesa da legalidade e da primazia do Senado em decidir sobre o seu próprio destino, estes sim esquecem que o já ínfimo STF, outrora tido como Guardião da Constituição, está a usurpar as prerrogativas do Senado. Fazendo política.

Usar de revanchismo contra Aécio ou qualquer outro calhorda udenista não nos torna melhores. Pelo contrário. Nivela irremediavelmente a política ao direito da turba, tão alimentado, diuturnamente, pela grande mídia.

Lutar pela legalidade, mesmo nestes tempos grises, de política feita pelos tribunais, e até por causa disso, é a única saída.

Até se aceitem os argumentos dos que dizem que o PT foi lacônico, para ser sutil, no caso do golpe contra Dilma. Concorde-se.

Que o PT também não mostrou o mesmo furor ético quando da cassação de Delcídio; à época, publiquei texto exortando ao Senado a defender-se, enquanto Poder legítimo, contra [mais] uma usurpação do teleguiado e minúsculo STF ciático. Leia, se desejado, aqui.

As pessoas parecem não se dar conta de que a defesa do Estado de Direito é a pugna de quem defende a Lei ante a barbárie.

O problema de quem defende o revanchismo, não o Direito, é que estamos covalidando, sem querer, a anomia dos Poderes, além de desrespeitar o básico princípio da interdependência dos Poderes e a hipertrofia, revisitada, do Golpiciário, o Partido togado.

Só se poderá pensar em uma Nação, um dia, se se refundarem os princípios basilares do Direito, reduzidos a pó, sem trocadilhos, pelos que dele, o Direito, seriam os defensores naturais e não o são, por motivos que extrapolam este artigo.

Tudo que falei fora feito do ponto de vista de um simpatizante do PT.

Era importante fazer este contraponto e com a equidistância, até onde se puder dela dispor, de um militante e de um dos seus desafetos, seja um pago pela mídia hegemônica, quer se trate de um teleguiado, um coxinha.

Com vocês, a discussão. O que pensam sobre isso?

Coisas Que Só Acontecem Comigo

Tomo I, Causo II: A História do café ‘Cuado’.

Emprestado a outra instituição, fui a uma Unidade desta, pois seria necessário verificar cabeamento, aterramento, etc., uma das minhas atribuições no novo local de trabalho.
Levei meu equipamento (multímetro, chaves, disquetes (é o novo!), etc.).
Íamos passando, eu e colega de trabalho e da tarefa, quando ouvimos conversa, próximo à cantina, mui acirrada, algumas pessoas claramente alteradas, numa algazarra só.

Um dos contendores, Sabino, fulo, possesso, alegava não mais tomar café nem fazer qualquer tipo de refeição no espaço cito, pois tinha surpreendido o taifeiro fazendo sexo por entre as grades da cantina??!!

Ele, testemunha ocular da inusitada cena, havia visto e a descrevera, para deleite de uns, asco d´outros, com requintes de detalhamento.
Num certo momento, Sabino vociferou:
— “Nunca mais tomo café nessa p&hra“.
Eu intervim. Disse-lhe, em tom severo:
— “´Pera aí, Sabino. Você não está sendo justo. Não é você que sempre diz que adora café ‘cuado’ (Sic!)?”.

Caprichei na prosódia, para ficar bem claro o trocadilho infame. Risadaria incontrolável. Todos rindo, inclusive Sabino, totalmente ‘desarmado’, sem qualquer condição de retomar o acirramento, quando me disse:
— “P&hra, Morvan. É impossível falar sério contigo.”.

Um dia, já em minha Repartição, ele me vê, ri e diz:
— “Morvan. Lembras-te de mim; e da história do café?“.
Assenti, com um sorriso. Ele me falou:
— “Devo-te um favor. Estava tão alterado que seria punido, certamente. Desarmaste toda a confusão.“.
Agradeci a ele, disse que adoro café, mas prefiro solúvel; nada de café coado. Nova risadaria.
Obs: o nome Sabino é fictício e visa a proteger a privacidade da pessoa envolvida.

Sobrevivendo Ao Ódio Na Net, Sem Odiar, Também

Ou: Virando O Jogo Com As Armas Do Inimigo

CerejeiraCom o passar do tempo, percebe-se que a Internet, depois do advento das Redes Sociais, não é mais tão-somente a velha W³ acadêmica, ascética, espartana, às vezes, até ríspida, para quem não é versado nos seus mecanismos de funcionamento, como Serviços, Linguagens, Protocolos, etc.
Para os usuários atuais, pouco afeitos a regras de comunicação, Netqueta ou similares, o ambiente virtual se lhes aparenta como um local onde podem ser “eles mesmos”, despidos de regras de convivência do cartesiano mundo real.

É aí onde começa a confusão. Não é o paraíso sobre a terra. Não é o néctar virtual. É um ambiente monitorado, para o bem e para o mal. Tudo que se fala, posta e se discute nas mídias digitais pode ser recobrado e utilizado para fins diversos daqueles que o internauta desavisado pensara. E o monitoramento não se dá em escala e dimensão pessoais, como se poderia pensar; não. O monitoramento é mundial e os resultados são desastrosos, sem prejuízo da eventual bisbilhotagem em escala menor.
Foi para isso que elas foram feitas; não foi para o José postar como Andreolli e esculhambar com o prefeito, mesmo que isso comumente aconteça.
As Redes Sociais são mecanismos de controle social. E como são eficazes…
Umberto Eco ( 5 de janeiro de 1932 — 19 de fevereiro de 2016) um dos filólogos mais engajados no estudo do fenômeno das Redes Sociais, dizia que:

As mídias sociais deram o direito à fala a legiões de imbecis que, anteriormente, falavam só no bar, depois de uma taça de vinho, sem causar dano à coletividade. Diziam imediatamente a eles para calar a boca, enquanto agora eles têm o mesmo direito à fala que um ganhador do Prêmio Nobel. O drama da internet é que ela promoveu o idiota da aldeia a portador da verdade

Por causa deste empoderamento é que é impossível, hoje em dia, ler um texto sobre Encelado e seus gêiseres sulfurosos sem ver, na seção de comentários, alguém atribuindo a altura dos jatos a algum partido político, normalmente de esquerda; só há um jeito de evitar ler um monte de sandices inenarráveis: pule a seção citada…

Recentemente, no Brasil e em outras partes do mundo, onde estão “promovendo democracias”, é quase insuportável o clima atrabiliário dos postantes alegadamente anônimos.
Aqui e noutras praças, não é incomum a apologia ao crime, o engajamento de pessoas que se utilizam de Instituições públicas para fazer política (mesmo negando-a, dentro da dialética da ação e negação) e nem mesmo médicos postando procedimentos tanatológicos (Sic!).

Alguns dos postantes acabaram e acabarão tendo problemas com a justiça e com suas próprias categorias: nada do que se escreve, na Net, fica privado. Este é um erro crasso que cometem alguns sociopatas. Eles se escondem num cobertor que está mais para tábua de pirulito. Não há garantias, num ambiente sempre monitorado.

Marisa Letícia e LulaMas a pergunta é: como se proteger deste ódio fundamentalista na Net? Tem como?
A resposta é sim. E o truque é velhíssimo, mas funciona: não responda! Na W³ clássica, esta onde conversamos ora, existia e existe um elemento fuleiragem sem futuro, vulgo cão das costas ocas e que atende pelo famoso nome de Troll. Este elemento mal-fazejo só tem um intuito: gerar flames Evite-os. O que são “Flames”? São discussões, no sentido pejorativo do termo, que às vezes nascem de uma simples discussão, no sentido puro, sobre um tópico abordado, levando as pessoas a empreenderem verdadeira “batalha campal”, prejudicando a discussão propriamente dita, deixando-a em plano inferior. Os “flamers” ou “trollrers” são pessoas que passam a se tornar conhecidas nas rodas de discussões, não por agregar à discussão, e sim pelo diversionismo; a melhor forma de tratar com estes tipos é ignorá-lo, encerrando o bate-boca. É como matar um tumor de inanição. Sem alguém para discutir, no sentido ruim da palavra, ele cai fora; ele e “sua razão de ser”.
No caso das Redes Sociais, onde o ódio é um mecanismo político, mais importante ainda evitar, ignorar.
Recentemente, com a morte de Marisa Letícia, ex-Primeira Dama e esposa de Lula, o ódio, tivera uma escala para medi-lo, esta teria transbordado, estourado, tão grande a enxurrada de baixarias que se podia ler.

Alguns Grupos de discussão reagiram pronta e corretamente, não só não replicando a onda odiosa como trazendo, como verdadeiro antídoto, postagens de flores. Sim, flores. Flores, música, textos contemplativos, o que for. Para vampiros, alho, já dizia a música.

Se a televisão, uma das máquinas de gerar faFlores do Camposcistinhas e fascistões, está a todo vapor, vamos utilizar a Net. Contra ela a tevê não pode. A juventude prefere os meios mais modernos, pelo poder de interação e pelo empoderamento deles. Tiremos proveito disso. Criemos Grupos de Discussão de assuntos importantes. Filosofia, Antropologia, Psicologia, Protocolos de Rede, Aviônica, Criação de Alevinos, etc. Divulguemos. Busquemos adeptos de bom estudo. Vamos utilizar as vantagens das Redes Sociais a nosso favor. Não vamos atrás dos que veem tevê, os que ainda assistem aos programas “espremeu, sai sangue” nem dos que se tornaram reféns do “domingão” e seus clones. Estes já estão abduzidos.

O nosso foco é quem ainda pode participar de uma discussão sadia. É possível utilizar a Net para discussão saudável. Mesmo que estejamos sempre com aquela sensação de estar sendo seguido (e estamos…).

diga não ao ódio. Diga sim ao conteúdo.
Margaridas

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Presídios X Escolas; Até Quando Presos Como Mercadorias?

Não bastassem os muitos problemas vivenciados pelos brasileiros, golpe, retirada de direitos sociais, retrocessos em todos os aspectos, com os golpistas pisoteando todo arcabouço de direitos trabalhistas conquistados desde Getúlio, temos agora, como clímax de um problema que se arrasta há tempos, sendo postergado o seu enfrentamento ad aeternu, além do golpismo entremeado, do clima de insegurança, em todos os níveis, da sociedade brasileira, temos agora a questão dos presídios. As rebeliões, o controle paraestatal, dentro e fora das unidades prisionais e a privatização dos presídios, filão de ouro para os concessionários e dor de cabeça crescente para os Entes Estatais, além de questões de Direito (e de direitos) que não podem ter sua discussão adiada, postergada, sob pena do agravamento tornar irreversível a delicada questão prisional, tendo como bojo a questão da tutela dos apenados.

Este clima de terror vivido fora e dentro dos presídios brasileiros não é novo. Ele assim se nos parece. Mas a desídia histórica em tratar o sistema prisional com a sua devida importância é a real e mediata causa de tudo de mal que vivenciamos ora. E tem uma grande zona de interseção com a maneira como o apenado é visto, pela sociedade e pelos seus governantes.

Antes de qualquer questão legalista, a tutela dos presos não pode ser alienada, jamais. Questão paralegal, de Direito. O Estado, nos seus pacto e função social, tem a guarda dos apenados, e, sob tal égide, não pode vendê-la ou tratá-la como um produto, alienando o o controle sobre o destino dos seus reclusos, inclusive no plano financeiro.
Qual seria, então, a finalidade da execução penal e da aplicação da privação da liberdade do apenado? Seria punitiva, ressocializadora, ambos, n.d.a.?
Se for meramente punitiva, por ter o controle cominativo e dosimétrico, não pode terceirizar a aplicação desta; se for ressocializadora, não idem, pois o ente privado, por manifesto conflito de interesse, não pode nem deve cuidar da função que é atributo basilar do Estado.

Pensando ainda na finalidade da pena de privação da liberdade do tutelado, não pode, idem, o Estado, sob-rogar o seu controle executório. Basta se vislumbrar um pouco dos muitos que “mofam” nas unidades prisionais, muitos destes com pena indevidamente executada e | ou vencida, de há muito. Atentado manifesto a tudo que se concebe como bom senso.

O próprio argumento de economia, dados pelos privatistas, para justificar este crime contra a dignidade da pessoa humana, é uma falácia. O custo mediano do recluso gira em torno de três (3) vezes com relação ao mesmo custo quando da guarda via Ente Estatal. Então, não se fale em economia. Favorecimento e jogo de conflitos de interesses, sim.

O pior disso tudo é que a solução passa por (mais uma vez?) Educação. Chato, não? De novo? Constroem-se presídios onde a sociedade “economizou” em não construir escolas. É um trabalho a longuíssimo prazo e quanto mais cedo se fizer esta inflexão tanto melhor.
As grandes nações, como Japão e Alemanha podem nos dar bom subsídio para entender como se dá este longo, porém necessário processo. São países que tiveram suas economias, inclusive a própria infraestrutura, arrasadas e que conseguiram se reerguer, servindo como exemplos para o mundo. Nações pujantes e que se impuseram porque apostaram na formação da pessoa humana.
Não custa lembrar famoso aforismo de Victor Hugo, para quem Aquele que abre uma porta de escola, fecha uma prisão..

Aliás, em se falando em fechar prisões: Suécia E Holanda Fecham Prisões. Aqui, os apologistas da exclusão defendem abertura de novas unidades, quando seria muito mais barato, prático e respeitoso, para com a pessoa humana, com o Erário e até com a inteligência do brasileiro, rever as prisões, fazer mutirões, aplicar penas alternativas. Ah, mas isso aí dá trabalho e não traz resultado financeiro para os privatistas.

Por respeito à pessoa humana, mais escolas, urgente (ah, o governinho golpista está fechando-as, inclusive desativando as escolas noturnas, inviabilizado a educação de quem precisa trabalhar e estudar) e menos presídios.

O autor trabalhou, por dez anos, à disposição da Sejus-Ce. Dentre as suas atribuições, por trabalhar em TIC, havia uma auditoria anual dos ativos de hardware nas dependências privatizadas. Para se ter uma ideia do conflito de interesses, a reincidência, vista pelo Estado, uma mácula; do ponto de vista pela empresa privada, realimentação de lucro. Modelo de negócios. Quando cheguei a uma destas empresas, fui amavelmente convidado a conhecer algumas rotinas da unidade. Fi-lo. Ao voltar, o encarregado de TIC que me recebera tinha ‘evaporado’. Repentino ‘mal-estar’, alegara depois. Fazer o nosso trabalho de Auditoria era missão impossível.

Invasores De Corpos, 1956 — Alienígenas, Nós?

Continuando nossa saga pelas análises, ousando ir além da ríspida sinopse, de alguns clássicos do cinema, sempre traçando um paralelo entre o contexto da época e o atual. Já fizéramos perscrutação de A Montanha dos Sete Abutres, Doze Homens E Uma Sentença, O Tambor, etc; chegou a vez de Invasores de Corpos, (Invasion of the Body Snatchers (Br: Vampiros de Almas ou Vampiros da Noite, Pt: A Terra Em Perigo) o original, de 1956, por Don Spiegel, baseado no livro homônimo de Jack Finney.
Só a título de informação, este obscuro filme B, transformado em “Cult” muito mais pelas polêmicas envolvidas, teve três refilmagens, todas bastante fieis ao livro, exceto o último, de 2007 (Invasores de Corpos, 1978; idem, 1993; e A Invasão, 2007).

Do enredo

Ao chegar à fictícia pequena cidade de Santa Mira, o dr. Miles Bennel reencontra sua antiga namorada, Becky Driscoll, ambos enfrentando problemas conjugais semelhantes, mas, mesmo dada a feição revivida por ambos, eles não dispõem de muito tempo para romance, pois logo ao chegar, dr. Miles atende a vários casos de pessoas com alegação que remete a histeria coletiva, alucinações e até mesmo à Sindrome de Capgras.

Vampiros de Almas, 1956
Cena clássica do filme. Clique para ampliar (Abre em outra Aba).

A cidade típica estadunidense é, aos poucos, invadida por seres de outro planeta, os quais têm uma forma de vagem, leguminosa gigante, até mesmo de pupa, um casulo, que seja. Tais vagens, após o processo de maturação, dão origem a cópias perfeitas dos humanos substituídos, sendo estas, porém, desprovidas de qualquer sinal de emotividade, senciência, empatia, enfim, desprovidos de qualquer traço de emoção, substituindo os moradores aos poucos e instalando um clima de aparente histeria em massa, como se já falou. Dr. Miles começa a ver que há algo além da histeria coletiva, pois Driscoll alega que sua prima, Wilma, tem os mesmos sintomas da turba, não reconhecendo seus familiares. Tem o caso do guri, logo no início, fugindo dos próprios pais e alegando que não são eles, são cópias fieis.
Além do mais, algo estranho acontece com os alegantes de estranheza dos familiares: eles começam a desmarcar as consultas, dizendo que foi engano.

As substituições vão se dando uma a uma, até só restarem os dois personagens centrais, e, na fuga desenfreada para fugir dos seres sem emoção, ou povo vagem, como seriam chamados, a seguir , Miles e Driscoll se deparam com caminhões transportando centenas de novos invasores, ainda, claro, em forma embriônica. Acionam as autoridades (o FBI. Começa aqui a teoria do enviesamento?). No final do filme, entre os carros em movimento na estrada, Miles corre, gritando ensandecido: eles estão invadindo, estão chegando, e vocês serão os próximos!.

Do Enviesamento Político do Filme

Para se antever, no filme, algum enviesamento, mister que se lembre de que o ambiente corresponde ao auge do macarthismo. Hollywood não ficaria fora, jamais, do crivo “democrata” do período (Eliah Kazan, Don Siegel, Charles Chaplin e outros sofreram as agruras de viver, até a própria morte, sendo acusados de propaganda ideológica e de alcaguetagem ou de sofrer toda a sorte de perseguições de então).
É fato que estávamos em plena era de caça às bruxas. Hollywood, fábricas, partidos políticos, escolas (sem partido?), nada, nada mesmo, escapava do macarthismo.
Mas, pondere-se, foi nesta época o “boom” de filmes de suspense, de terror, ficção científica e dramas. Foi uma década rica.

Muitos críticos, à época, viram forte enviesamento político-ideológico no filme, até mesmo por os figurões da indústria de cinema terem “adocicado” o final, colocando, a despeito do original, de Finney, um final menos distópico.

Siegel, em mais um instamento a falar sobre as conotações do filme, intencionais ou não, não as negou, mas pontuou que não era algo específico, e sim uma crítica à crescente falta de sensibilidade das pessoas para as artes, tristeza, dor, e que a menção ao Senador McCarthy e ao seu inclemente regime de caça às bruxas, perseguição política, no caso, seriam inevitáveis, mas, mesmo assim, o filme não a enfatiza, buscando, de modo sutil, subliminar, discutir o crescente ‘vegatatismo’ humano, ou seja, as pessoas estavam, aos poucos, se assemelhando com os esporos do filme. Em suas palavras, o filme não assumia, mesmo criticando visões de mundo, uma visão professoral.

De um modo ou de outro, o filme remete ao macarthismo, sim, às vezes sutilmente às vezes nem tanto. A posição que ele toma depende mais do ponto de vista do próprio expectador, pois o filme, com pouco orçamento para efeitos especiais, enfatizou, claro, o discurso, o clima claustrofóbico, o terror.
O filme de Siegel pode ser lido de uma forma mais clássica, mas também o pode como uma crítica bastante atual ao modus vivendi da juventude.
Quem nunca assistiu à cena ao ar livre de uma mesa repleta de adolescentes, nenhum conhecendo ou interagindo com o outro, ensimesmados com o seu “smartphone“, praticando prestidigitação, digo, conversa, “chat“?
O individualismo, o culto ao efêmero, o apego doentio às redes sociais, o desprezo à privacidade (deles e dos outros); Don Siegel atual?

Atualidade de Don, Vampiros…

Hoje, não poder sair às ruas trajando vermelho, aqui e algures, sem ser hostilizado por imbecis, vegetais controlados pela mídia, [m|v]idiotas, o culto ao fascismo, o “comunismo” detectado na bandeira nipônica, o direito do inimigo, onde qualquer decisão que prejudique aqueles apontados pelo poder midiático como tais, valem, não importa se juridicamente aceitável ou não, tudo isso provoca uma pergunta inelutável: Don Siegel, Vampiros de Almas, atuais?
E a Escola Sem Partido? Esta aberração, este terato inventado pelos senhores da guerra, para garantir a próxima geração de esporos? Virão eles, já com implantes, ou precisarão adquirir novos “smartphones“?
E você, viu o filme; se não, vai vê-lo? O que pensa de tudo isso?

1 Piada pronta? Se eles não queriam, sob qualquer pretexto, ser acusados de viés ideológico, porque um ator justo com o nome McCarthy?
2 Kevin volta a atuar na versão de 1978, não protagonizando.
3 Uma fala dos alienígenas, em sua raça, todos são iguais, pode ser menção ao modo de produção socialista ou até ao comunismo; não esqueça o clima de “Guerra Fria” de então. Mas, com um pouco mais de busca, também posso atribuir esta frase aos Borgs (Jornadas Nas Estrelas, A Nova Geração);
4 Uma das imagens promocionais do filme (Acesse-a clicando na primeira imagem do artigo; abre em outra Janela) torna impossível não evocar “Os Pássaros“, de Hitchcock, cujos enredo, fotografia, sugestão de invasão ideológica e clima claustrofóbico são bem similares.

Invasores de Corpos (ttc Vampiros de Almas), 1956 (IMDB).
Data de lançamento: Fevereiro 5, 1956 (Duração 1h 20min), Eua
Direção: Don Siegel
Elenco: Kevin McCarthy, Dana Wynter, Larry Gates
Gêneros: Terror, Ficção científica