A Operação Lava Jato E O Desmonte Do Brasil

Prisão de Guatanamoro

É sabido que a direita brasileira, historicamente, não tem, jamais teve Projeto de Nação. Elite com interesses espúrios, ‘xenófilos’, antinacionais por definição. À esquerda sempre competiu discutir o Projeto Nacional, com as variações de praxe, mercê das várias correntes ideológicas que se abrigam neste guarda-chuva de sopa de letras. A elite nacional, mesmo considerando uma matiz ideológica menos ‘simpática’ aos nossos algozes de sempre, independentemente do partido, sempre geriu a máquina estatal olhando para a metrópole, nunca considerando nossos próprios e específicos interesses. E em estando no Poder (não necessariamente com este), a esquerda sempre foi hostilizada pela mídia nativa, implacavelmente, atribuindo a qualquer tez trabalhista todas as mazelas do mundo. Sempre que um trabalhista chega ao Poder, no Brasil, abre-se a caixa de Pandora do seu pecado original, da sua incompetência “atávica”, original. Assim, mesmo a esquerda tendo o poder (caixa baixa intencional), por estar, legitimamente, no Poder, normalmente não se progride muito, pois a esta só restaria lutar contra os entraves criados pela mídia anti-trabalhista. A tarefa da esquerda, não por opção, tem sido “arrumar a casa”. É a pequena parte que lhes cabe neste latifúndio.
Após a quarta eleição vencida pelos trabalhistas, contra todas as premissas e pressões midiáticas, é normal que a direita n’ativa, sempre ‘auxiliada’ pelos seus mentores e alteres egos, tenha um ‘projeto’ que não passe pelas urnas. Um projeto de retomada informal do Poder. O conjunto de fatores atuais conspira (sem trocadilhos) para o sucesso da terra arrasada brasileira.
Por um lado, temos São Paulo, Estado que, mesmo no que pese não lhe caber, por ora, o aposto de “locomotiva da Nação”, ainda contribui percentualmente com vultosos e importantes números na composição do PIB. Falta d’água em São Paulo (“escassez hídrica”, no dialeto tucano) trará redução acentuada no indicador citado, é ponto pacífico. A direita, claro, esfrega as mãos, incontinente.
Doutro lado, temos a Operação Lava Jato, coroada de incongruências, remendos, decisões sem amparo no Ordenamento Jurídico, e, pasme, promessa de prêmio para os bandidos (no jargão moronês, delatores). O próprio juiz Moro, se se dispusesse, no país, de um Tecido Jurídico menos corporativista, mais profissional, claro, já teria sido declarado suspeito, por muitos dos seus pares, por várias razões, principalmente pela sua Luta Pela Deslegitimização Da Política, ‘tratado’ escrito em 2004, pelo próprio Moro. A propósito, na Alemanha, década de 30 do século passado, houve um processo de deslegitimização da política. O resto da história é tétrico…
A Operação Lava Jato começa a produzir seus resultados funestos: a Petrobrás, maior empresa brasileira, pioneira em vários campos de prospecção e extração, apesar da mídia inimiga de primeiras horas, tem queda vertiginosa na bolsa de valores. Tem descontinuado projetos de refinarias, exemplos de Ceará e Maranhão, impactando negativamente a criação de inúmeros postos de trabalho, diretos e indiretos, nos Estados afetados. Planejar ali, por ora, parece verbo proibido. As construtoras elencadas nesta Operação, malgrado devam ser punidas as pessoas corrutas (e seus corruptores), estão à beira da falência, como bem devem querer seus concorrentes externos.
Enquanto os povos cearense e maranhense choram as pitangas, o Partido que deveria estar no Poder, via ‘Jânio Quadros de Saias’ faz a única coisa que sabe: se anula, se omite. Espero que A ‘Jânio’ não imite o homem da vassoura às últimas expensas. Esta história é também bastante conhecida.
Bom, eu votei, tu votaste, talvez, em um Projeto e ele não passava nem longe da “deslegitimização da política” e nem pelo desmanche do nosso país. Diferentemente da Grécia, aqui implementa-se o projeto (caixa baixa…) do perdedor. Ah, Σyriza, pairai sobre os nossos Quadros. Meu reino por um Projeto Político para meu país.